terça-feira, 27 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ana Tijoux (Chile)

Vídeo da rapper chilena Ana Tijoux, feito para os protestos do movimento estudantil do país.
Chile foi o primeiro país a incorporar o sistema neoliberal, da América Latina e do mundo!

Hoje o sistema público praticamente não existe.
Tudo privatizado: hospitais, escolas etc.

Na educação, até o ensino médio existem escolas públicas, mas são raras e ruins. Há alternativas como os "Liceos", que são como as etecs, cefets daqui. E, como aqui, é necessário passar por "processo seletivo".
Já no ensino superior, nada de gracinhas, tudo tem de ser pago! As universidades estatais são pagas e as particulares mais "pagas" ainda!

Em 2011 o movimento estourou. A juventude saiu às ruas e, enormes marchas e tomas vêm acontecendo. Contudo, do outro lado, o da resposta, ainda permanece calado...


sufoco

Eu, do pouco que falo só faço mentir.
Mentira pra te fazer bem.
Mentira pra limpar a sujeirinha de pó dos alguns, poucos meses.

Sufoco meu sufoco pra te dizer o bom

Faço do meu pranto doído a palavra suave que chega a você.
Faço das minhas memórias manchadas, o amor que você pode ler.
Sufoco meu peito que dispara frente ao texto seu.
Faço do 'arrupio' o conjunto de palavras bem pensadas.

Sufoco meu sufoco pra te dizer do bom.

Sufoco, mas não resisto e solto, num sopro leve, a dor contida de ainda te amar.

Mas as dores já foram maiores do que pude aguentar.


Cecí Gobbis

E lá no Egito...

Aqui, um depoimento publicado página do Ópera Mundi de Jade El Jabel, brasileira, que nos mostra um outro lado do que acontece no Egito, nos últimos tempos.

"Caros amigos do Ópera Mundi!
Primeiramente, obrigada por estarem aqui!
Eu cheguei, sozinha, no Cairo no dia 26 de janeiro de 2011, exato dia q foi decretado o primeiro "Toque de Recolher" na época, e fiquei até o início de abril, também estava aqui durante as eleições de 2012 que colocaram M. Musri no poder e estou aqui agora, cheguei no dia 2/8, 5 exatos dias antes da polícia iniciar a "retirada" dos Simpatizantes da Irmandade Muçulmana de seu, então, "acampamento" e as minhas impressões, estando aqui nos três episódios, é um pouco diferente...
O Cairo é como São Paulo! Você está em Moema e há minutos dali, está o Capão Redondo e o modo de ver São Paulo para quem mora no Capão e em Moema é completamente diferente, como a própria Tamires comenta (sobre um amigo que mora em Nassr City). O Ma'adi, no caso, seria "Moema".
A saber, sou muçulmana (convertida desde 200, sim, Muçulmana E Bailarina, mas isso é uma longa outra históra!) e falo árabe o que me dá um certo "Visto" para conversar com os Egípcios sobre "Questões Internas", pois sem saber a língua ou conhecer a cultura, como Tamires mencionou, eles, sim se ofendem quando "gringos" se metem em assuntos "internos">
No ano passado, milhares de moradores de rua e miseráveis, imediatamente antes das eleições "desapareceram" das ruas. Estes, de acordo com os egípcios, foram "abrigados e alimentados" por simpatizantes da Irmandade e seu então Candidato, M. Musri, que ganhou as eleições de forma bem "apertada". Um brasileiro mediamente bem informado já viu isso ocorrer em menor escala no Brasil, certo? (lembrando: o deputado da "cidade dos banguelos" que ganhou uma eleição oferecendo dentaduras!). Minha melhor amiga aqui no Egito é uma egípcia religiosa, que usa Hagab (traje "apropriado" para mulheres muçulmanas) e jamais apoiou o Musri ou a Irmandade Muçulmana. Tenho professores que são "pró Musri" e temos discussões saudáveis a respeito disso. Sim, é possível! Eles crêem que meus argumentos "anti-Irmandade" sejam "pró Dança do Ventre", entretanto são "pró-Islam", uma coisa muito difícil de explicar, até mesmo num país liberal como o Brasil, portanto, uma eleição feita "na barganha", na minha opinião, é tão inconstitucional quanto um Golpe Militar!
No ano passado, após o resultado das eleições, em conversas com amigos aqui (a maioria muçulmanos e religiosos que, apesar disso são amigos de uma pessoa "como eu", talvez exatamente por não terem nada a provar a ninguém) especulamos que o Exército deixaria o Musri "brincar um pouco" e depois daria o Golpe, era uma coisa muito óbvia de acontecer, já que 80 % do PIB do Egito (dados de um jornal local em 2011) vem do Turismo que é "Haram" (Pecado, na opinião de alguns muçulmanos, pela associação à "Idolatria de seres humanos" - Templos faraônicos, pirâmides, etc, ou Dança do Ventre e ainda "presença massiva de infiéis") a questão do Egito virar Sharia (que é como, por exemplo a Arábia Saudita, onde a Lei é baseada no Alcorão) seria economicamente inviável.
Durante a "passagem do Musri" pelo poder, o Egito começou a "virar o Afeganistão". O Estado tinha, então, duas opções: 1 - Virar Sharia, de fato e "quebrar" e 2 - Intervenção Militar. Preferiram a segunda (eu, particularmente, também! Já que boa parte das atitudes dos "então simpatizantes" e, agora, de acordo com alguns egípcios "terroristas", apóio o Golpe é aí que minha postura é "pró-Islam, usando a expressão que os muçulmanos têm usado aqui, "eles rasgaram o Alcorão, derramando sangue de irmãos muçulmanos nas ruas").
Quando a polícia "entrou em cena", foi, imediatamente, recebida a balas. A Imprensa Internacional (parte por ignorância, parte por más intenções e ainda, boa parte porque "sangue vende na TV"), simplesmente, "pulou" toda esta parte da história que eu estou contando e foi, diretamente, "dos Jovens que faziam manifestações pacíficas na Praça "Tahrir" para a "Intervenção Truculenta da polícia no Egito".
Pergunto: Os USA estão apoiando um "levante do Eixo do Mal" (como eles definem os Partidos associados à Religião Muçulmana) porque o Exército "passou por cima" dos direitos humanos? Cola? Cola pra quem? Agora, "ameaçam retirar o auxílio" sobre este mesmo argumento?
Em 2011, entrei em contato com a Imprensa brasileira (pelo meu perfil, como expliquei aqui e meu interesse político em questões que envolvem o Islamismo) chegando a contatar um correspondente de um Jornal de São Paulo que estava aqui, dei a ele meu telefone, endereço, pedi para que me contatasse, disse que poderia, talvez "cooperar" com a Imprensa brasileira, tentei a mesma coisa em um Blog de um jornalista brasileiro (que estava discutindo o que ocorria aqui, à época) e fui "dispensada por ambos".
Agora, aqui, ao ver o espaço, não resisti em postar parte da minha visão das coisas, em português (tenho traduzido artigos locais, do inglês - meu árabe não dá para tanto! - e escrito o que ouço dos próprios egípcios, via Redes Sociais), na esperança de cooperar, ao menos com "mais uma visão" sobre o que e porque as coisas ocorrem da forma que estão ocorrendo aqui no Egito e, de antemão, agradeço pela oportunidade.
Permanecerei no Egito somente até o dia 30/8 e, até lá, estou a sua inteira disposição!
E, para finalizar, faço uso de uma estatística da semana passada para informar aos brasileiros que pode ser que eu esteja bem segura aqui no Egito segura: 37 mulheres são estupradas por semana na Cidade de São Paulo onde tenho orgulho de ter nascido e viver até hoje e à mais esta estatística, nem o Estado nem a maior parte da Mídia do Brasil presta a Menor Atenç
ão."

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O.R.D.E.P - Dama...



Hoje reecontro o amigo e a quebrada da infância.
O amigo, Pedro, leva a rima ácida e oportuna.

Cores invisíveis

Carrego cicatrizes feito marcas na pele,
essas que você pode ver.
Mas trago também a  memória
em tantas outras,
as invisíveis.
E,nessas, qualquer toque, até o mais sutil
é capaz de abrir feridas profundas
de cores e rancores diversos.


Cecí Gobbis.

Garrafa vazia

Seus olhos estão presos no fundo da garrafa.
Do lado de fora, minha boca grita procurando te ver.
Seus olhos não querem escutar...
Você não vê,mas é o fundo da garrafa.
E minha boca insiste,
seus olhos estão surdos,
seus ouvidos mudos e
sua boca suja!


Cecí Gobbis.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sarau Peratividade completa 3 anos!

PEI!!!

La luna llena


Yo te di un beso en la frente
y después te di otro en los pies
pa que arreglís la sonrisa
así no te quiero ver.

La luna llena, la luna llena
me desperté de cabeza
me tropecé con la miel,
la abrí con una cuchilla

como si fueras sandía
como si fuerai panal
hay que partirte a pedazos
pa que te dejís amar.

La luna llena, la luna llena
me desperté de cabeza
me tropecé con la miel,
la abrí con una cuchilla

ando penando por un milagro
ando buscando un amor extraño
ando llorando por un panal
donde dejé mi cuchillo.

CCJ - NESTE DOMINGO

Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

"O mundo 
já não era um lugar de viver.
Agora, já nem de morrer é.
                                     Vô Mariano."


Mia Couto.

Nada fora deste lugar

Passo tras passo
nada fora deste lugar.
Sem sobreposições e opressões,
salvo minh'alma.
Passo um passo por vez.


Cecí Gobbis.